quinta-feira, maio 23, 2002

 
Essa eu nao sabia...acabei de descobrir uma marca de surfwear como o meu nome Apoena
a marca foi criada na Bahia e tem 12 anos.. hehe :-D

quarta-feira, maio 15, 2002

 
Saiu no bluebus
A coca-cola ta lançando no EUA uma coca com sabor baunilha..quando sera que chega no brasil?! :-D

sexta-feira, maio 10, 2002

 
coisas legais..
Atom Films


 
Alunos da USP entram em greve

09/05: As assembléias dos estudantes de Ciências Sociais e de Geografia deliberam greve por tempo indeterminado. Na FFLCH, apenas a Filosofia permanece com aulas normalmente.

08/05: Cerca de 1000 estudantes participam de uma aula pública na Av. Paulista, convocada pelos alunos de Letras.

07/05: Estudantes de Letras realizam um cortejo, simbolizando a morte da faculdade. Assembléia dos estudantes de História aprova greve por tempo indeterminado.

06/05: Professores da FFLCH aprovaram resolução de amplo apoio à greve dos estudantes.

02/05: Estudantes estiveram presentes na Bienal do Livro, quando fizeram um protesto durante palestra do diretor da FFLCH, o professor Francis Henrik Aubert.

Alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo estão em greve desde o dia 30 de abril por melhores condições de ensino. O movimento de greve foi deflagrado pelos alunos de Letras que têm uma das piores condições em toda a universidade com salas superlotadas e falta de professores para ministrar disciplinas importantes.

Nos últimos dez anos, a faculdade perdeu 19% de seus professores e outros 20% estão em condições de solicitar aposentadoria. A FFLCH agrega 19% dos alunos da USP, mas tem apenas 7,2% dos professores e a pior relação aluno por metro quadrado. Os alunos queixam-se que há um descaso para os cursos que formam professores enquanto a universidade se volta para a produção para o mercado


site informativo dos alunso de Letras...

(Devido ao grande número de acessos e a decorrente lentidão nos servidores, foram disponibilizadas cópias do site nos seguintes endereços:

http://letrasmobilizacao2.tripod.com

http://letrasmobilizacao3.tripod.com

http://letrasmobilizacao4.tripod.com

http://letrasmobilizacao6.tripod.com)

 
A Coca-Cola comemora seus 60 anos no país com o objetivo de tornar o Brasil o segundo mercado mundial da marca. A afrimação foi feita pela vice presidente da companhia, Brian Dyson, que está no país em função do aniversário da empresa. Ele contou que hoje o Brasil ocupa a terceira posição entre os mercados de Coca-Cola, logo atrás de Estados Unidos e México.

Para fazer tais perspectivas, o vice-presidente baseou-se em dados de consumo per capita dos brasileiros e dos mexicanos. Atualmente, o consumo anual de Coca-Cola no México é de 462 garrafas per capita, enquanto no Brasil este número é de 144 garrafas. Mas Dyson está otimista em relação ao crescimento econômico brasileiro e acredita que o país vá crescer 5% a mais que a América Latina a longo prazo. Ele informou que o mercado latino-americano representa 24% das vendas mundiais de Coca-Cola.

Em relação a investimentos, ele apenas lembrou que de 1999 a 2002 a companhia estará aplicando um total de R$ 2 bilhões no Brasil, mas preferiu não detalhar os números. Em relação a verbas, Dyson revelou apenas que para projetos sociais a companhia destinou R$ 36,5 milhões em 2001.


 

A Faculdade de Ciências Socias entrou em greve!!!

Hoje foi aprovada a greve na faculdade de Ciências Sociais da FFLCH/USP. Depois de uma semana de paralisação, na qual foram discutidos os problemas do curso, foi decidida a greve. Na pauta de reivindicações aprovada em assembléia, estão temas como a contratação de professores e a criação de uma política que impeça a repetição do problema; a luta pelo fim das perseguições políticas na universidade e participação mais democrática dos alunos nos órgãos deliberativos da universidade.

Os motivos que levaram à greve são, sem a menor dúvida, justos. Agora, dado o primeiro passo, paira uma dúvida: como conduzir essa greve? Como, na prática, reivindicar? Acho que nesse sentido nosso colegas da faculdade de letras estão no caminho certo. Com manifestações pacíficas e bem humoradas eles têm aparecido na mídia corporativa e conquistado apoio. Nós da Ciências Sociais deveremos pensar seriamente qual caminho seguir; o caminho menos trabalhoso e já institucionalizado: invasões, ocupações, com os respectivos confrontos envolvendo a PM e a guarda universitária; e o modo bem mais trabalhoso da LETRAS: organizar protestos que impliquem em CALMA, PONDERAÇÃO, ORGANIZAÇÃO, CRIATIVIDADE e BOM HUMOR!!!!

Acho essa discussão fundamental, pois uma vez que a mídia já se encontra presente no campus, partir, nesse momento, para atividades de confronto mais direto, impliquem em “queimar o filme” do movimento!




 

Uma reportagem interessante sobre o Linux, o sistema operacional libertário


O sistema operacional gratuito e de código-fonte aberto
Linux, um dos concorrentes mais fortes do Microsoft Windows,
ajudará o Brasil e os países emergentes a participarem mais
ativamente da revolução informática. Essa é a opinião de Jon
"Maddog" Hall, presidente da Linux International e um dos
maiores gurus do sistema no mundo.

Para ele, o Linux começará a chegar com forma aos
computadores domésticos ainda este ano. "Dois anos atrás,
quando questionadas sobre o mesmo assunto, personalidades do
mundo Linux, inclusive Linus Torvalds e eu, diríamos que em
2002 ou 2003 o Linux começaria a crescer drasticamente nos
computadores pessoais. Eu continuo apostando nisso."

Calvo e com uma longa barba branca, Hall trabalha com
computadores desde 1968. Mas descobriu o Linux somente em
1994, nos Estados Unidos. "Lá eu vi o Linux pela primeira
vez e me apaixonei por ele. Levei mais dois anos para
compreender as todas as implicações do software livre e do
código aberto no mundo da informática."

Agora, ele dirige a Linux International, uma associação de
fabricantes de computadores e software ?entre eles Compaq,
IBM, HP, Sun Microsystems e Red Hat? que ajuda a promover o
uso do sistema operacional Linux. Ela dá suporte financeiro
e técnico para desenvolvedores de todo o mundo.

Em entrevista à Folha Online , ele foi duro com a Microsoft,
traçou uma comparação entre Bill Gates, fundador da
Microsoft, e Linus Torvalds, criador do Linux, e disse ver o
software livre como forma de "equilibrar o jogo" entre
países desenvolvidos e emergentes. Confira.

Folha Online - O Linux já ameaça o Windows em crescimento no
mercado corporativo. Você vê o mesmo movimento nos PCs daqui
há algum tempo?

John "Maddog" Hall - Não com a mesma intensidade, porque os
usuários domésticos costumam ignorar o suporte das grandes
vendedoras de software. Quem usa computador em casa pede
ajuda para os vizinhos, para os filhos ou amigos da igreja.
A densidade desse mecanismo de ajuda e troca de informação
ainda não se formou para o Linux. No entanto, com mais e
mais estudantes e profissionais utilizando Linux fora de
casa, o sistema também crescerá no ambiente doméstico.

Além disso, o uso de programas de código-fonte aberto não
está limitado ao Linux. O Open Office, por exemplo, funciona
com sistemas operacionais da Microsoft, assim como muitos
outros programas. Alguns usuários de programas da Microsoft
já começaram, inclusive, a usar softs de código aberto em
vez do chamado "software proprietário".

Folha Online - O Linux nasceu para o PC ou o destino do OS é
apenas para computadores corporativos?

Hall - O Linus Torvalds [finlandês que criou o Linux]
começou o projeto do Linux para que ele fosse um sistema
operacional para seu uso pessoal, em casa. Ele não pensou em
fazer do Linux um sistema apenas para computadores
corporativos.

Folha Online - Se o Linux realmente pode atingir o mercado
doméstico, quanto tempo falta para isso?

Hall - Dois anos atrás, quando questionadas sobre o mesmo
assunto, personalidades do mundo Linux, inclusive Linus
Torvalds e eu, diríamos que em 2002 ou 2003 o Linux
começaria a crescer drasticamente nos computadores pessoais.
Eu continuo apostando nisso.

Um dos problemas que temos no mundo de hoje é essa questão
do "instante". Todo mundo quer as coisas para ontem. Temos
até macarrão "instantâneo", molho de tomate "instantâneo".
As pessoas se esquecem de que existe inércia no mundo.

O Linux está crescendo de um modo fantástico, especialmente
se considerarmos que não há campanhas publicitárias
milionárias sobre o sistema operacional em si. A IBM é a
única empresa que já lançou alguma campanha publicitária
sobre ele ("Paz, Amor e Linux"), e ela circulou basicamente
nos Estados Unidos. Compare isso aos bilhões de dólares
?retirados de seus usuários? que a Microsoft gasta para
divulgar seus produtos pelo mundo.

Mesmo assim, o Linux é o sistema que mais cresce nos
servidores corporativos, segundo o IDC, e é utilizado quase
exclusivamente para o desenvolvimento de supercomputadores
atualmente. Ele também se destaca em projetos de sistemas
embutidos, frente a frente com o Windows CE. Só nos
computadores pessoais ele ainda não penetrou com força.

Folha Online - O que falta para o Linux crescer e ameaçar o
Windows também no computador doméstico?

Hall - Acredito que o Linux esteja no caminho certo para
crescer no mercado doméstico, mas, como eu já disse, é uma
questão de inércia. Também acredito que essa inércia será
diferente em diferentes nações. Em países com baixa renda,
por exemplo, ou em países onde a Microsoft não é
predominante, as pessoas terão mais chance de usar o Linux
como uma alternativa.

Países que também reconheceram a economia que software de
código aberto permite ?como a Alemanha e o Brasil?, os
benefícios para a área militar ?como a França?
provavelmente verão um crescimento rápido do Linux no
mercado doméstico.

Folha Online - O Linux é melhor que o Windows? Por quê?

Hall - O Linux é infinitamente melhor que o Windows 3.1 e a
família 9x do sistema operacional da Microsoft por causa de
sua arquitetura, que oferece mais estabilidade, segurança,
capacidade e melhor gerenciamento de hardware.

Já o Windows NT, no qual foram baseados o Windows 2000 e o
XP, é baseado numa arquitetura diferente, que lhe confere
características semelhantes às do Linux. Mas isso não
significa que a Microsoft tire proveito completo dessas
vantagens.

Só para demonstrar, há exemplos documentados de sistemas
corporativos que rodam Linux e, nos últimos dois anos, não
precisaram ser reiniciados uma vez sequer. Até mesmo o
Windows mais robusto precisa ser reiniciado a cada mês, no
máximo.

Outro exemplo é o uso dos recursos do sistema. Sem o
ambiente gráfico, o Linux pode fazer um servidor funcionar
com apenas 4 Mbytes de memória, enquanto 16 Mbytes de
memória já permitem trabalhar com gráficos. O Windows XP, no
entanto, precisa de 128 Mbytes de memória para funcionar.

Algumas distribuições do Linux continuam compatíveis com
computadores 386. O Windows NT precisa, no mínimo, de um
Pentium.

O Linux também funciona em diferentes arquiteturas, o que
permite mais liberdade na escolha do hardware. O Windows NT,
por outro lado, só funciona na plataforma "WinTel" [gíria do
mundo informático para as duas marcar dominantes do setor,
Windows e Intel]. O Linux roda com tudo, desde os pequenos
palmtops até servidores e supercomputadores.

Folha Online - Que razões um usuário doméstico tem para
migrar para o Linux?

Hall - Eu recomendaria o Linux para o computador doméstico
porque o usuário ganha um sistema mais estável, seguro,
capaz e sem os vírus que existem hoje. Além do preço, é
claro. O Linux é um sistema operacional mais barato que
qualquer outro.

Amantes de computadores e estudantes da área também podem
usar o Linux, afinal eles podem observar como o kernel
[núcleo] do sistema operacional funciona, aprender sobre
compiladores, bibliotecas, código de editores de textos,
ferramentas e utilitários.

Folha Online - Que razões você daria a uma empresa para
migrar para o Linux?

Hall - Controle. Ao ter acesso ao código-fonte do sistema
operacional e dos programas que usa, as empresas podem tomar
decisões baseadas nas necessidades reais para um upgrade,
por exemplo.

Quando converso com enormes grupos de executivos, pergunto
quantos de seus negócios já tiveram problemas por causa de
algum bug de software. Claro, 98% deles levantam as mãos.
Depois pergunto se eles escreveram uma cartinha para o
fornecedor de software, detalhando o problema. Como eles são
empresários ?e precisam de respostas para seus problemas?,
mais de 90% levantam as mãos. Mas, quando pergunto quantos
deles receberam um retorno sobre o problema, inclusive uma
correção para o bug, apenas dois ou três no meio de 3.000 ou
4.000 executivos levantam as mãos.

Aí eu pergunto: quantas pessoas já tiveram de mudar a forma
de fazer negócios só porque o software proprietário [sem
código aberto] não fazia o que a empresa queria fazer?
Normalmente 80% levantam as mãos.

Mas esses não são problemas da Microsoft. Esses são
problemas que surgiram com a produção em massa de software,
quando o tempo de desenvolvimento passou a ser uma pequena
fração do custo do software. O resto é formado por custo de
marketing e pelas altas margens de lucro.

No entanto uma reportagem da revista "Money" de maio deste
ano mostrou, com números de instituições sérias como
Baseline, Merrill Lynch, Standard and Poor's e da própria
Microsoft, que a empresa de Bill Gates trabalhou, nos
últimos dez anos, com uma margem de lucro líquido entre 1,3%
e 2% maior que a do setor de software. Só em 2001, a empresa
trabalhou com uma margem 6% maior que a do setor de
tecnologia.

Mas há dois lados nessa moeda. Primeiro, as empresas que
produzem software proprietário embutem no preço o
desenvolvimento que fizeram há anos. Isso é o que eles
insistem em chamar de "propriedade intelectual" ou
"inovação". Toda vez que você compra uma nova versão do
software, eles te cobram de novo por um trabalho repetido. É
por isso que algumas empresas oferecem licenças apenas para
upgrade, numa tentativa de amenizar o custo para quem já
pagou pelo software. Essa tática também é boa para manter
você com o software e impedir que você migre para um
concorrente.

O segundo fator é que essas empresas de software não podem
resolver os problemas de cada usuário em particular. Imagine
uma empresa que tenha 450 milhões de licenças de um programa
em todo o mundo. Você espera que ela tenha tenha, pelo
menos, 4,5 milhões de usuários diferentes. Se cada um deles
pedir a correção de um bug e sugerir uma melhoria por ano,
essa empresa terá que responder a 9 milhões de pedidos por
ano.

Mas os programas de código aberto não funcionam assim. Como
a fonte está disponível, o cliente tem a chance de chamar
uma empresa de suporte para implementar a solução do
problema. Pode ser uma grande empresa como a IBM, ou um
pequeno revendedor. Até mesmo um consultor de software ou
funcionário. Cada um compete de igual para igual, porque
todos eles têm o código disponível para estudar e melhorar.
Dessa forma, o cliente só paga pelo trabalho de incrementar
o sistema, não pela "propriedade intelectual", que já está
coberta por licenças de uso como a GPL (GNU Public Licence)
ou outras licenças de código aberto.

Além disso, o cliente pode discutir com o consultor
exatamente o que ela quer do software. Também pode acessar a
internet e procurar ferramentas ou códigos já prontos e que
se aproximem da solução de que ela precisa. O desenvolvedor
então faz as mudanças para resolver o problema, e
disponibiliza essa solução para a comunidade do código
aberto.

Assim o cliente resolve seu problema com uma solução mais
próxima de sua necessidade, não por propriedade intelectual
repetidas vezes e evita o custo de treinamento que teria com
a mudança de software.

Folha Online - Bill Gates recentemente disse que adotar o
Linux seria acabar com o emprego na indústria do software. É
verdade? Por quê?

Hall - O software de código aberto é uma tecnologia
revolucionária, não uma evolução. Isso porque ele é o sinal
do fim da era do software de código fechado, produzido em
massa para gerar lucros enormes, como os de Bill Gates. Essa
tecnologia abre as portas para centenas ou milhares de
pequenos negócios, que poderão adaptar o software de código
aberto às necessidades de cada cliente.

A Microsoft gerou o homem mais rico do mundo (que tem mais
dinheiro que muitos governos mundiais) e tem US$ 40 bilhões
em ativos. Ela fez isso com um processo de desenvolvimento
de software que foi criado antes da era da internet e da
comunicação global. Eu vejo com o que o sr. Gates se
preocupa. Essa nova era pode ser uma ameaça para sua
indústria, porque coloca em choque esse modelo de produção
em massa e outro, o do software feito a mão e disponível
gratuitamente.

Folha Online - Mas se o Linux é gratuito, como sobrevive o
profissional ou a empresa que trabalha com ele?

Hall - Empresas como IBM vendem hardware, suporte técnico e
soluções. Se o sistema operacional custa algo a eles, ou se
eles ganham dinheiro com ele é uma questão a ser discutida,
afinal, eles vendem uma solução completa de informática.

Já as empresas ou profissionais autônomos que desenvolvem em
Linux ganham dinheiro escrevendo livros sobre seus projetos,
vendendo suporte e consultoria ?melhorias no software,
correção de bugs?, dando aulas e demonstrando habilidades
que lhe dêem chances de emprego em outras áreas.

Além disso, já existem grandes empresas que contratam
profissionais para trabalhar com Linux. Entre elas estão
IBM, Sun, HP, Compaq, Red Hat e, no Brasil, temos a
Conectiva.

Criar software de código aberto é como ser um pintor amador.
Você não procura emprego, mas também não tranca suas
pinturas no armário. Você quer que outras pessoas vejam,
apreciem e admirem seu trabalho. Pintores mais experientes
podem dar palpites, dizer como melhorar sua técnica. Você
também pode concorrer a prêmios e concursos. E enquanto
muitos pintores amadores tenham outra profissão para
sobreviver, é possível admitir que muitos deles são tão bons
ou até melhores que os "profissionais".

Folha Online - A infinidade de distribuições de Linux não
prejudica a imagem do sistema para o usuário final?

Hall - Não. Ter dezenas de distribuições é na verdade um
benefício para o Linux. Isso dá mais alternativa de escolha,
necessidades de diferentes clientes podem ser atendidas
dessa forma.

Folha Online - O projeto "Linux Standard Base" pretende
unificar algumas características do Linux. O que muda para o
usuário?

Hall - Essa iniciativa, que costumo chamar de "a mais
importante para o Linux", é uma tentativa de padronizar as
interfaces binárias utilizadas pela maioria dos programas.
Isso permitirá que programas desenvolvidos para uma
distribuição funcionem em outra sem problemas de
compatibilidade.

Folha Online - Qual a importância do Brasil na comunidade
Linux?

Hall - A integração entre a comunidade de software livre e o
governo tem sido bem sucedida no Brasil e particularmente no
Rio Grande do Sul, especialmente na área educacional. Se o
governo ?que supostamente quer atender os interesses do
povo? levanta e diz "código aberto é bom", temos um bom
sinal. Ainda mais com a força do interesse corporativo que
roda pelo mundo atualmente.

Folha Online - Quais são as perspectivas do Linux em países
em desenvolvimento como o Brasil? E nos países
desenvolvidos?

Hall - O Linux e os programas de código aberto darão a
chance para que economias emergentes como a do Brasil possam
participar mais ativamente da revolução da informática. Como
essa revolução é controlada por Redmond [cidade em que fica
a sede da Microsoft, em Washington, nos EUA], países como
Brasil, Reino Unido, Alemanha e outros serão sempre
considerados como passageiros de classe econômica. O código
aberto equilibra o jogo novamente. Dá oportunidades para
todos, ainda mais com o mercado global que a internet
formou.

Folha Online - Muitos usuários que migram do Windows para o
Linux reclamam da falta de compatibilidade de alguns itens
de hardware. Isso é uma falha do Linux?

Hall - Certamente há menos drivers para Linux do que para o
Windows 98, mas há mais drivers para Linux do que para
Windows NT, por exemplo. Todo mundo agora diz que drivers de
periféricos funcionam com o Windows XP, mas, na verdade,
eles funcionam por emulação [o Windows XP "finge" ser
versões mais antigas, o que pode prejudicar o desempenho] e
não para o XP. No caso do Linux, há mais uma vantagem: os
drivers são oferecidos com seus códigos-fonte, o que ajuda a
manter o dispositivo compatível.

Existem sim alguns fabricantes de hardware que não criam
drivers para Linux e também não abrem suas especificações,
para que a comunidade Linux crie drivers para eles.
Felizmente, boa parte dessas empresas descobriram que a
comunidade Linux compra hardware e começaram a produzir
drivers para que seus produtos funcionem com Linux.

Folha Online - Há quem pense duas vezes antes de migrar para
o Linux por causa da falta de software...

Hall - É claro que o Windows é o sistema com o maior número
de aplicações. Mas a maioria delas é especializada, e muitas
são redundantes. Quantos programas diferentes de mapas o
mercado realmente precisa? Quantos programas para desenhar
uma casa? Quantos programas as pessoas realmente usam em
casa e quais são eles? Essas são as perguntas que devemos
perguntar.

Além disso, há muitos aplicativos de código aberto com
possibilidade de expansão. No site SourceForge
(www.sourceforge.net ), há mais de 40 mil idéias de
desenvolvedores. Se um consultor Linux utilizar uma dessas
idéias para construir uma solução para um cliente, pode
chegar a uma solução mais adequada e barata do que um
programa de código-fonte proprietário.

Folha Online - Para muitos, o Linux é bem mais que um
sistema operacional, é quase uma filosofia. Os linuxistas
são fanáticos?

Hall - Acho que qualquer um que passe seu tempo livre
estudando e trabalhando num determinado projeto acaba se
tornando um pouco "fanático". Mas não acredito que quem
trabalha com Linux seja mais fanático que os ambientalistas
ou quem luta pela paz mundial. E há muitas pessoas
?inclusive eu? que não pensam em si mesmas, não se
consideram fanáticas... apenas "iluminadas".

Folha Online - O Linux acabou se tornando a bandeira de um
movimento maior, o do software livre. Por que isso
aconteceu? Você acha que partidários de outros sistemas
sentem-se passados para trás?

Hall - Eu realmente não sei porque o Linux se tornou a
bandeira do movimento do software livre. Provavelmente foi a
combinação da disponibilidade gratuita na internet, da queda
nos preços do hardware ?o que levou muitas pessoas a terem
um segundo PC e pensarem em outros sistemas operacionais? e
de sua criação ter sido iniciada fora dos Estados Unidos.

Partidários do FreeBSD se sentiram ameaçados no início.
Depois alguns perceberam que o Linux começou a ganhar tanto
reconhecimento que até ajudaram a comunidade pinguim.
Atualmente todos se ajudam.

Folha Online - Quais programas você mais usa no Linux?

Hall - Uso e-mail com o Exmh, pacotes de escritório de
diferentes tipos, como o Star Office, o Open Office e o
Applixware, ferramentas de manipulação de imagens como o
Gimp e o XV e também os navegadores Mozilla e Netscape.

Folha Online - Diga quais são suas impressões sobre o
Windows.

Hall - Acho que o Windows era um bom sistema operacional
quando o 286 era o hardware mais utilizado, mas ele parou de
utilizar todo o potencial da máquina depois do lançamento do
386. A Microsoft também poderia ter gasto alguns de seus
bilhões de dólares em melhor controle de qualidade,
engenharia e suporte técnico.

Folha Online - Você considera a Microsoft um monopólio?

Hall - Até onde vão as leis dos Estados Unidos, a Microsoft
tem um monopólio no mercado de sistemas operacionais. Esse é
inclusive o resultado do julgamento, não mais uma disputa. O
que está em questão agora é o quanto a Microsoft prejudicou
outras empresas e a solução para que isso não aconteça mais.

Isso só aconteceu porque a Microsoft conduziu o mercado de
computadores pessoais. Empresas maiores como IBM, HP e Sun
simplesmente ignoram a idéia de produzir um sistema
operacional para esse mercado. Quando viram, era tarde
demais. A empresa foi muito inteligente nessa estratégia, e
dou o braço a torcer por essa visão.

Mas então, a Microsoft utilizou essa posição para
desenvolver e vender o Office e outros. Perceba que não é
ilegal ter monopólios dentro dos Estados Unidos. Há vários
deles no país, inclusive. O que não é permitido: usar seu
monopólio em um mercado para ganhar espaço em outro. Foi
isso que a Microsoft fez.

Folha Online - Os nove Estados que ainda processam a
Microsoft nos EUA propõem como punição definitiva a criação
de um Windows enxuto, sem acessórios como o Internet
Explorer e o Media Player. Você acredita que essa seria a
solução para o caso?

Hall - Não. Primeiro, a questão básica desse caso era se o
navegador de internet era ou não era parte do sistema
operacional. Nesse ponto, eu tenho que concordar com a
Microsoft. Eu considero o navegador como um componente do
sistema operacional. Mas eu discordo da Microsoft nos outros
pontos, como integrar ferramentas multimídia ao sistema
operacional. Acredito que haja outras formas de evitar o
monopólio, até mesmo com a divisão da companhia.

Folha Online - Há quem diga ?mesmo na AOL e na Sun
Microsystems? que a estratégia .NET da Microsoft, que
pretende integrar serviços da internet com a computação
pessoal, trará o monopólio da empresa também para a web.
Você concorda?

Hall - Sim. A Microsoft continua utilizando seu nome e seu
poder para estar cada vez mais presente em nossas vidas. Nos
Estados Unidos, a Microsoft detém uma grande rede de TV, a
MSNBC, além de bancos e até dicionários. Agora, com o tal do
"Passport" da estratégia .NET, eles querem controlar sua
autenticação e seu acesso á internet. Isso deve ser
impedido.

Folha Online - Dá para comparar Bill Gates e Linus Torvalds?
Eles têm algo em comum?

Hall - Eu não conheço bem o sr. Gates, então vou confiar
naquilo que, até hoje, ouvi pela mídia.

Os dois são teimosos, embora eu já tenha ouvido o Linus
dizer uma ou duas vezes: "Você está certo". Nunca ouvi o sr.
Gates pedir desculpas a ninguém.

Eles têm casas grandes. Os dois são casados e têm filhos.
Linus tem três adoráveis filhas, e passa bastante tempo com
elas.

Ambos têm bons carros. Já ouvi falar que o sr. Gates foi
parado várias vezes por policiais rodoviários. Linus, pelo
que sei, dirige de forma segura.

Linus saiu da faculdade com um mestrado e um título
honorário. O sr. Gates largou sua faculdade em Harvard.

Linus viveu em dois países e experimentou a cultura dos
dois. O sr. Gates cresceu e ainda vive em Seattle.

Enquanto o sr. Gates administrava a Microsoft, violou leis
de monopólio dos Estados Unidos. Linus, até onde sei, nunca
praticou nenhum ato ilegal em sua vida.

Linus desenvolve o Linux porque ele gosta de fazer isso.
Pergunte, agora, ao sr. Gates por que ele ainda é diretor
executivo... ops! arquiteto de software da Microsoft.

www.uol.com.br/folha/informatica/ult124u...

terça-feira, maio 07, 2002

 
Ola..visitem: ISOtoonic
Uma game engine do site titoonico.dk

sexta-feira, maio 03, 2002

 
Pra quem gosta de animação:
A Consequencia é uma produtora de animação carioca que já ganhou vários prêmios, inclusive o Animamundi !! Os caras são bons.

Ah..deem uma olhada nos LINKS..sites muito interessantes!

 
Vc não tem vergonha mesmo..hemm.. "sigo amando"..isso é só desculpa..hahaha.. :-D
Ah..o meu "sonho" de consumo atual...se alguem se habilitar a financiar...hehe
Tablet WACOM
achei no "china".. 350 mangos..

quinta-feira, maio 02, 2002

 
Ok. Tá certo.

Parece dificil sincronizar os post dos membros deste blog, mas é assim mesmo.
Olhem só!
A sala do ApO :-)
Mas bom mesmo é saber da webcam. Má, estou feliz com o retorno dos post made in England.
E eu?
Bem... Sigo amando.

quarta-feira, maio 01, 2002

 
Fiquei feliz que a Má voltou a escrever no fuzila...agora só falta o Canejo!! :-D

 
foto da sala..


 
Hoje e feriado (Dia do trabalho)...resolvi testar a WebCam que eu adquiri ontem!!
Acabei de acordar...


This page is powered by Blogger. Isn't yours?